13º Encontro: (Unidade 24)
O processo de produção textual
O processo de produção textual
Literatura para adolescente
No dia 22 de outubro de 2009, ocorreu o 13º Encontro do Gestar II no município de Capitão, nas dependências da Câmara Municipal de Vereadores deste município, no horário das 13 horas às 17 horas, contando com a presença de todas as professoras cursistas, bem como da coordenadora Alessandra Ames.
Inicialmente a professora cursista Elisângela Cadore conduziu uma dinâmica, através da qual nos fez refletir sobre os maus e bons momentos da nossa vida, motivando-nos para deixarmos os aspectos positivos como algo que deva predominar e comandar os nossos dias. A dinâmica consistiu em: ter em mãos uma folha branca e olhá-la como uma página em branca da nossa vida. Em seguida, fomos orientadas a pensar nos aspectos negativos que nos afligem e “amassá-los”, por meio da folha branca que mantínhamos em mãos. Na sequência, tivemos que abrir a folha e perceber que nela tínhamos representado nossa vida, com muitas marcas. Então a coordenadora da dinâmica propôs que moldássemos uma flor, utilizando apenas as mãos e o papel amassado do qual dispúnhamos. Segundo a profª. Elisângela, nossa vida está repleta de marcas, mas cada marca reflete uma experiência de vida e cada experiência pode resultar em uma flor, uma lição, uma aprendizagem. Após cada uma de nós termos moldado uma flor, ofertamo-la para a colega à direita, desejando-lhe coisas boas.
Na sequência desta dinâmica, fizemos um momento de partilha / de relatos das atividades desenvolvidas com os alunos a partir dos “Avançando na Prática” dos TPs.
As professoras cursistas mencionaram que buscam as atividades do Avançando na Prática que vêm ao Encontro do Projeto que estão desenvolvendo junto às turmas. Em vista dos projetos , elas também estão ampliando, acrescentando a proposta do “Avançando” que é oferecida pelo TP.
A professora cursista Elisete desenvolveu atividades sobre a argumentação, aproveitando a oportunidade para incluir esse trabalho no seu projeto sobre coerência textual. Dentre as atividades conduzidas, segundo a professora, os alunos gostaram e se divertiram inclusive na proposta em que tiveram que buscar elementos para defender uma ideia absurda, como por exemplo: “vender uma cueca furada”, “vender uma escova dental já usada”,... Cada aluno teve que defender uma ideia ”absurda” diferente, precisando buscar argumentos, bem como levar para a sala de aula o referido projeto. Conforme a professora, após a apresentação para os colegas da própria turma, os alunos farão a apresentação para uma outra turma. Segundo a profª. Elisete, o fato de apresentar o trabalho para outra turma fez com que os alunos se dedicassem mais ao que lhes foi proposto. Diante dessa observação, comentamos sobre a importância de editar um texto, de o aluno saber para quê, para quem e para onde vai o seu texto. Aqui entra o papel intenso da revisão e da edição textual, conforme estudamos nas orientações do TP6, na Unidade 23, mais especificamente.
A professora Jani desenvolveu atividades do Avançando na Prática, as quais envolveram a questão da coerência textual e a produção textual, o que exigiu dos alunos um planejamento, leitura e revisão do texto. Conforme a cursista Jani, ela trabalhou uma história em quadrinhos, cujas falas haviam sido omitidas. Cabia, pois, aos alunos desenvolverem as falas, com bases nos desenhos apresentados em cada quadrinho, procurando construir um texto coerente. Antes de os alunos escreverem, a professora conversou com os mesmos sobre as figuras que se encontravam na folha e sobre um título possível para o mesmo texto. Após a professora conduziu outra atividade em grupos, distribuindo uma história em quadrinhos, já recortada em partes, para cada grupo de três alunos, Os grupos tiveram que ler e montar a história, colando-a em um cartaz e na sequência, apresentar ao grande grupo. Segundo a Profª, como a história que ela havia escolhido era um pouco extensa, os alunos tiveram um pouco de dificuldade para organizá-la. Assim que todos os grupos leram seus trabalhos, a professora leu o texto original. Além dessas, a cursista Jani propôs aos alunos ainda um trabalho onde eles tiveram que dar sequência a alguns diálogos de uma história em quadrinhos, cujas falas foram omitidas. Para a professora, essa foi uma experiência da qual os alunos gostaram muito, inclusive estavam curiosos para ouvir o que cada colega tinha produzido nas histórias em quadrinhos.
A professora Elisângela trabalhou o texto “Palavras” do TP5 com os alunos de 6ª série. Questionou o que lembrava aos alunos o termo “palavra”, como surgiam as palavras, por que surgiam as palavras. Depois distribuiu cópias do texto “Palavras”; Os alunos leram o texto, sublinharam as palavras mais significativas e a professora questionou os estudantes em relação a veracidade das informações apresentadas pelo texto. Segundo ela, os alunos consideraram este como um texto diferente, porém verdadeiro, comentando que realmente não paramos para refletir sobre o significado das palavras. Após a reflexão e conversação sobre o texto, a professora pediu que cada aluno pensasse cinco palavras de grande significado para eles e dessem um sentido para elas. Alguns alunos escreveram mais palavras, dez, quinze e até vinte. Cada um apresentou as suas palavras. E assim, com as palavras de cada aluno, a professora e os alunos organizaram um texto coletivo, o qual, primeiramente foi escrito na lousa, pela professora e em seguida copiado pelos alunos, em seus cadernos. O início do texto ficou assim: “Existem palavras que vão além da alma. A palavra canto encanta. A palavra flor é cheirosa. A palavra primavera colore. A palavra água molha. A palavra remédio cura...”.
Segundo a profª. Elisângela, tanto os alunos, quanto a professora ficaram encantados com este trabalho.
A professora Rosane desenvolveu atividades visando identificar como se constrói a unidade de sentido dos textos, bem como, estruturar textos de forma coerente e coesa. Ela iniciou a prática, com textos mais simples, apresentando fábulas. Inicialmente retomou o que os alunos lembravam das fábulas: características, propósito das fábulas... Em seguida ela entregou uma fábula “O cão e o osso” lacunado para ser completado de modo a formar um texto coerente. De acordo com a professora, esta atividade foi facilmente resolvida pelos alunos, já que a turma é de 7ª série.
Ela solicitou que os alunos criassem outra moral para o texto trabalhado. Em seguida, conduziu o trabalho, lançando o título, cujas palavras iniciavam com a letra P (Pedro Paulo Pereira Pinto). A professora pediu dos alunos um levantamento de hipóteses em relação ao título proposto. Após, a professora entregou um texto no qual os alunos tiveram que trabalhar em grupos, preenchendo espaços vazios encontrados no texto, com palavras que iniciassem com a consoante P, obrigando-os a uma leitura pouco natural. Conforme a professora, para esta atividade os alunos levaram bastante tempo, mas sentiram-se desafiados e por isso animados a resolveram a tarefa. Na sequência, a professora Rosane trabalhou também com organização de textos em quadrinhos, a produção de diálogos de história em quadrinhos, cujas falas de alguns balões tinham sido apagadas.
A professora Lúcia trabalhou com os alunos da 6ª série sobre coerência a partir da montagem de quebra-cabeças sobre o meio ambiente. Ela distribuiu para cada grupo de alunos um quebra-cabeça para ser montado. Conforme a professora, eles encontraram certa dificuldade para organizar as figuras que se encontravam nos quebra-cabeças. Em seguida, cada aluno teve que descrever a figura demonstrada no quebra-cabeça. Todas retratavam alguma cena crítica em relação ao meio ambiente. Após a apresentação e conversação sobre as descrições, a professora trabalhou o texto da tirinha, atividade 4 da P.77 do TP5, a qual demonstra a figura de um homem levando uma árvore embora, porém sendo seguido por um cachorro... Por meio de um trabalho embasado nesta “tirinha” a professora proporcionou uma reflexão sobre a questão ambiental. Após, trabalhou com o texto “Brasil recicla menos de 5% de seu lixo urbano”, também tirado do TP5. Dando continuidade ao trabalho, os alunos pesquisaram sobre a reciclagem do lixo e a professora pediu que os funcionários da escola explicassem aos alunos sobre a separação correta do lixo. Além disso, os alunos, juntamente com a professora, plantaram flores nos canteiros do pátio da escola e fizeram um mutirão de recolhimento do lixo que se encontrava espalhado neste mesmo espaço escolar. Conforme a professora, este trabalho exigiu tempo, mas envolvimento e maior comprometimento por parte dos alunos em relação ao cuidado com o destino do lixo.
Na medida em que as professoras faziam seus relatos, eu aproveitava a oportunidade para relacionar alguns aspectos das produções desenvolvidas junto aos alunos com a teoria e temática abordada no TP6 sobre o planejamento, produção, revisão e edição textual.
Na sequência, conduzi o encontro, apresentando alguns aspectos importantes a serem observados no que se refere ao processo de produção textual. Ocupamos um tempo bastante significativo para ler e refletir alguns aspectos mais teóricos.
Primeiramente, apresentei, em slides o seguinte texto para análise, cuja proposta foi nos apresentada pela profª. Adelaide no encontro de formação em Porto Alegre, na semana compreendida entre os dias 28/09/09 e 02/10/09.
• Se criasa e se felis e te a vida pela frenti vive as aventura que o mudo tei. Dai cuando agente fica adolecente vem os problema os pai fica pegano no pedajenti ai num pode isso num podi aqilo e briga todu dia o adolecenti ai o joveim si revouta e teim muitos problema tipo asim teim minina qui aruma bariga os cara usa droga briga di cangi fuma bebi u adolecenti teim cupa mais tipo asim os pai pudia te pasciença com nóis
Ao mostrar o texto, solicitei que as cursistas fizessem uma leitura e com base no que já tínhamos discutido, estudado no TP6, fizessem alguns comentários.
As professoras logo mencionaram que se tratava de um possível aluno consciente e conhecedor sobre o tema, provavelmente, na sala de aula, alguma professora já teria trabalhando a temática; no que tange à forma, o texto apresenta coerência, mas nos outros aspectos há muito que ser trabalhado. Conforme as cursistas, dificilmente serão possíveis resolver todos os problemas ligados à ortografia desse aluno, pois deve ter existido algum problema sério com ele, em alguma etapa de sua vida escolar, ou talvez tenha alguma dificuldade mental ou de aprendizagem mais séria.
Após a análise e conversação, expliquei como é possível trabalhar, em etapas as dificuldades dos alunos, apresentadas nas produções textuais. Passei as seguintes considerações, em slides. Na medida em que surgiam dúvidas, observações, parávamos para discuti-las. Nesse, momento também comentamos sobre a questão da Literatura para adolescentes e como nós desenvolvemos o trabalho na escola.
No dia 22 de outubro de 2009, ocorreu o 13º Encontro do Gestar II no município de Capitão, nas dependências da Câmara Municipal de Vereadores deste município, no horário das 13 horas às 17 horas, contando com a presença de todas as professoras cursistas, bem como da coordenadora Alessandra Ames.
Inicialmente a professora cursista Elisângela Cadore conduziu uma dinâmica, através da qual nos fez refletir sobre os maus e bons momentos da nossa vida, motivando-nos para deixarmos os aspectos positivos como algo que deva predominar e comandar os nossos dias. A dinâmica consistiu em: ter em mãos uma folha branca e olhá-la como uma página em branca da nossa vida. Em seguida, fomos orientadas a pensar nos aspectos negativos que nos afligem e “amassá-los”, por meio da folha branca que mantínhamos em mãos. Na sequência, tivemos que abrir a folha e perceber que nela tínhamos representado nossa vida, com muitas marcas. Então a coordenadora da dinâmica propôs que moldássemos uma flor, utilizando apenas as mãos e o papel amassado do qual dispúnhamos. Segundo a profª. Elisângela, nossa vida está repleta de marcas, mas cada marca reflete uma experiência de vida e cada experiência pode resultar em uma flor, uma lição, uma aprendizagem. Após cada uma de nós termos moldado uma flor, ofertamo-la para a colega à direita, desejando-lhe coisas boas.
Na sequência desta dinâmica, fizemos um momento de partilha / de relatos das atividades desenvolvidas com os alunos a partir dos “Avançando na Prática” dos TPs.
As professoras cursistas mencionaram que buscam as atividades do Avançando na Prática que vêm ao Encontro do Projeto que estão desenvolvendo junto às turmas. Em vista dos projetos , elas também estão ampliando, acrescentando a proposta do “Avançando” que é oferecida pelo TP.
A professora cursista Elisete desenvolveu atividades sobre a argumentação, aproveitando a oportunidade para incluir esse trabalho no seu projeto sobre coerência textual. Dentre as atividades conduzidas, segundo a professora, os alunos gostaram e se divertiram inclusive na proposta em que tiveram que buscar elementos para defender uma ideia absurda, como por exemplo: “vender uma cueca furada”, “vender uma escova dental já usada”,... Cada aluno teve que defender uma ideia ”absurda” diferente, precisando buscar argumentos, bem como levar para a sala de aula o referido projeto. Conforme a professora, após a apresentação para os colegas da própria turma, os alunos farão a apresentação para uma outra turma. Segundo a profª. Elisete, o fato de apresentar o trabalho para outra turma fez com que os alunos se dedicassem mais ao que lhes foi proposto. Diante dessa observação, comentamos sobre a importância de editar um texto, de o aluno saber para quê, para quem e para onde vai o seu texto. Aqui entra o papel intenso da revisão e da edição textual, conforme estudamos nas orientações do TP6, na Unidade 23, mais especificamente.
A professora Jani desenvolveu atividades do Avançando na Prática, as quais envolveram a questão da coerência textual e a produção textual, o que exigiu dos alunos um planejamento, leitura e revisão do texto. Conforme a cursista Jani, ela trabalhou uma história em quadrinhos, cujas falas haviam sido omitidas. Cabia, pois, aos alunos desenvolverem as falas, com bases nos desenhos apresentados em cada quadrinho, procurando construir um texto coerente. Antes de os alunos escreverem, a professora conversou com os mesmos sobre as figuras que se encontravam na folha e sobre um título possível para o mesmo texto. Após a professora conduziu outra atividade em grupos, distribuindo uma história em quadrinhos, já recortada em partes, para cada grupo de três alunos, Os grupos tiveram que ler e montar a história, colando-a em um cartaz e na sequência, apresentar ao grande grupo. Segundo a Profª, como a história que ela havia escolhido era um pouco extensa, os alunos tiveram um pouco de dificuldade para organizá-la. Assim que todos os grupos leram seus trabalhos, a professora leu o texto original. Além dessas, a cursista Jani propôs aos alunos ainda um trabalho onde eles tiveram que dar sequência a alguns diálogos de uma história em quadrinhos, cujas falas foram omitidas. Para a professora, essa foi uma experiência da qual os alunos gostaram muito, inclusive estavam curiosos para ouvir o que cada colega tinha produzido nas histórias em quadrinhos.
A professora Elisângela trabalhou o texto “Palavras” do TP5 com os alunos de 6ª série. Questionou o que lembrava aos alunos o termo “palavra”, como surgiam as palavras, por que surgiam as palavras. Depois distribuiu cópias do texto “Palavras”; Os alunos leram o texto, sublinharam as palavras mais significativas e a professora questionou os estudantes em relação a veracidade das informações apresentadas pelo texto. Segundo ela, os alunos consideraram este como um texto diferente, porém verdadeiro, comentando que realmente não paramos para refletir sobre o significado das palavras. Após a reflexão e conversação sobre o texto, a professora pediu que cada aluno pensasse cinco palavras de grande significado para eles e dessem um sentido para elas. Alguns alunos escreveram mais palavras, dez, quinze e até vinte. Cada um apresentou as suas palavras. E assim, com as palavras de cada aluno, a professora e os alunos organizaram um texto coletivo, o qual, primeiramente foi escrito na lousa, pela professora e em seguida copiado pelos alunos, em seus cadernos. O início do texto ficou assim: “Existem palavras que vão além da alma. A palavra canto encanta. A palavra flor é cheirosa. A palavra primavera colore. A palavra água molha. A palavra remédio cura...”.
Segundo a profª. Elisângela, tanto os alunos, quanto a professora ficaram encantados com este trabalho.
A professora Rosane desenvolveu atividades visando identificar como se constrói a unidade de sentido dos textos, bem como, estruturar textos de forma coerente e coesa. Ela iniciou a prática, com textos mais simples, apresentando fábulas. Inicialmente retomou o que os alunos lembravam das fábulas: características, propósito das fábulas... Em seguida ela entregou uma fábula “O cão e o osso” lacunado para ser completado de modo a formar um texto coerente. De acordo com a professora, esta atividade foi facilmente resolvida pelos alunos, já que a turma é de 7ª série.
Ela solicitou que os alunos criassem outra moral para o texto trabalhado. Em seguida, conduziu o trabalho, lançando o título, cujas palavras iniciavam com a letra P (Pedro Paulo Pereira Pinto). A professora pediu dos alunos um levantamento de hipóteses em relação ao título proposto. Após, a professora entregou um texto no qual os alunos tiveram que trabalhar em grupos, preenchendo espaços vazios encontrados no texto, com palavras que iniciassem com a consoante P, obrigando-os a uma leitura pouco natural. Conforme a professora, para esta atividade os alunos levaram bastante tempo, mas sentiram-se desafiados e por isso animados a resolveram a tarefa. Na sequência, a professora Rosane trabalhou também com organização de textos em quadrinhos, a produção de diálogos de história em quadrinhos, cujas falas de alguns balões tinham sido apagadas.
A professora Lúcia trabalhou com os alunos da 6ª série sobre coerência a partir da montagem de quebra-cabeças sobre o meio ambiente. Ela distribuiu para cada grupo de alunos um quebra-cabeça para ser montado. Conforme a professora, eles encontraram certa dificuldade para organizar as figuras que se encontravam nos quebra-cabeças. Em seguida, cada aluno teve que descrever a figura demonstrada no quebra-cabeça. Todas retratavam alguma cena crítica em relação ao meio ambiente. Após a apresentação e conversação sobre as descrições, a professora trabalhou o texto da tirinha, atividade 4 da P.77 do TP5, a qual demonstra a figura de um homem levando uma árvore embora, porém sendo seguido por um cachorro... Por meio de um trabalho embasado nesta “tirinha” a professora proporcionou uma reflexão sobre a questão ambiental. Após, trabalhou com o texto “Brasil recicla menos de 5% de seu lixo urbano”, também tirado do TP5. Dando continuidade ao trabalho, os alunos pesquisaram sobre a reciclagem do lixo e a professora pediu que os funcionários da escola explicassem aos alunos sobre a separação correta do lixo. Além disso, os alunos, juntamente com a professora, plantaram flores nos canteiros do pátio da escola e fizeram um mutirão de recolhimento do lixo que se encontrava espalhado neste mesmo espaço escolar. Conforme a professora, este trabalho exigiu tempo, mas envolvimento e maior comprometimento por parte dos alunos em relação ao cuidado com o destino do lixo.
Na medida em que as professoras faziam seus relatos, eu aproveitava a oportunidade para relacionar alguns aspectos das produções desenvolvidas junto aos alunos com a teoria e temática abordada no TP6 sobre o planejamento, produção, revisão e edição textual.
Na sequência, conduzi o encontro, apresentando alguns aspectos importantes a serem observados no que se refere ao processo de produção textual. Ocupamos um tempo bastante significativo para ler e refletir alguns aspectos mais teóricos.
Primeiramente, apresentei, em slides o seguinte texto para análise, cuja proposta foi nos apresentada pela profª. Adelaide no encontro de formação em Porto Alegre, na semana compreendida entre os dias 28/09/09 e 02/10/09.
• Se criasa e se felis e te a vida pela frenti vive as aventura que o mudo tei. Dai cuando agente fica adolecente vem os problema os pai fica pegano no pedajenti ai num pode isso num podi aqilo e briga todu dia o adolecenti ai o joveim si revouta e teim muitos problema tipo asim teim minina qui aruma bariga os cara usa droga briga di cangi fuma bebi u adolecenti teim cupa mais tipo asim os pai pudia te pasciença com nóis
Ao mostrar o texto, solicitei que as cursistas fizessem uma leitura e com base no que já tínhamos discutido, estudado no TP6, fizessem alguns comentários.
As professoras logo mencionaram que se tratava de um possível aluno consciente e conhecedor sobre o tema, provavelmente, na sala de aula, alguma professora já teria trabalhando a temática; no que tange à forma, o texto apresenta coerência, mas nos outros aspectos há muito que ser trabalhado. Conforme as cursistas, dificilmente serão possíveis resolver todos os problemas ligados à ortografia desse aluno, pois deve ter existido algum problema sério com ele, em alguma etapa de sua vida escolar, ou talvez tenha alguma dificuldade mental ou de aprendizagem mais séria.
Após a análise e conversação, expliquei como é possível trabalhar, em etapas as dificuldades dos alunos, apresentadas nas produções textuais. Passei as seguintes considerações, em slides. Na medida em que surgiam dúvidas, observações, parávamos para discuti-las. Nesse, momento também comentamos sobre a questão da Literatura para adolescentes e como nós desenvolvemos o trabalho na escola.
· A revisão é uma das etapas da produção que requer mais esforço para ser aprendida e utilizada.
· O ensino e a aprendizagem do processo de revisão requerem uma prática de estratégias de releitura, reflexão, e do afastamento do escritor do seu próprio texto.
· O autor desenvolve um bom texto quando aprende a organizar a lógica dos conteúdos, valendo-se de procedimentos estratégias, levando também em consideração os aspectos comunicativos, seus objetivos e desenvolvendo sua voz pessoal.
· Cabe ao professor orientar o aluno no processo de revisão, oferecendo alternativas e diretivas para facilitar a produção de um bom texto.
· Em termos de atividades de produção textual, as leituras podem ser utilizadas para adicionar novos componentes aos conhecimentos que estejam sendo construídos pelos alunos.
· Nas atividades de revisão, pode-se verificar elementos referentes à estrutura do texto, do gênero, à sequência de ideias, além de corrigir ortografia, pontuação e outros elementos locais de coesão.
· Nas aulas de produção, é importante priorizar o trabalho com o tema e seu desenvolvimento de acordo com a situação sócio-comunicativa, sem, porém, perder de vista as convenções da escrita em língua portuguesa.
· O trabalho de retorno e instauração de um diálogo entre aluno-autor e professor-leitor, envolve as etapas de revisão e edição, as quais contemplam os aspectos de desenvolvimento do texto, tanto o temático quanto a forma; ortografia, pontuação, parágrafos...
· Apresentar listas e tabela de correção que ajudem o aluno a verificar seu texto durante a revisão é um procedimento importante a ser realizado.
· A leitura de textos feita por colegas, individual ou coletivamente, é também uma forma trabalhar a revisão e edição de um texto.
Feito este estudo mais teórico, propus às professoras, a leitura do trecho da crônica de Moacir Scliar “Espírito Carnavalesco”. Solicitei que dessem continuidade ao texto e enquanto o grupo produzisse, todos deveriam procurar falar alto as decisões tomadas, perguntas, intervenções das colegas, enquanto alguém registraria todo o processo de planejamento e revisão da escrita.
Comentei que a partir desta proposta, trabalharíamos com todos os aspectos discutidos no TP6 sobre o processo de produção textual o qual envolve planejamento, escrita, revisão e edição.
Observação: Tendo em vista a falta de tempo, foi possível apenas concluir a tarefa de dar continuidade ao texto. No próximo encontro concluiremos esta proposta, buscando observar todos os aspectos que envolvem o processo de produção textual.
Tendo em vista que o TP2 retoma a questão da Literatura para adolescentes, trabalharemos mais sobre esse tema quando chegarmos no Caderno de Teoria e Prática 2, embora já tenhamos refletido e estudado também esta questão no encontro de hoje.
E finalizamos o encontro, assistindo a mensagem em Slides, passada pela coordenadora Alessandra Ames “Amigos insubstituíveis”.
Nosso próximo encontro será no dia 29/10/09.

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