7º Encontro do Gestar II em Capitão – Oficina 8 – Unidade 16 TP4
Realizou-se no dia 6 de agosto de 2009, nas dependências da Câmara de vereadores de Capitão, no horário das 13h às 17h25min, o 7º Encontro do Gestar II, contando com a presença de todas as professoras cursistas, bem como da coordenadora do Programa, Alessandra Ames.
Acolhi as professoras cursistas com um abraço e com uma pequena lembrança – uma caneta colorida – marcador de textos - e um bombom – justificando que nas nossas leituras precisamos assinalar e destacar tudo o que for relevante.
Na sequência, a professora cursista, Elisângela Cadore, conduziu a abertura do nosso encontro com uma dinâmica e uma mensagem. (Ela já havia me pedido na semana anterior se poderia fazer a dinâmica, e eu a motivei para se sentir à vontade sempre que quisesse trazer alguma contribuição para os nossos encontros, do mesmo modo, motivei as outras professoras cursistas a trazerem suas contribuições, se assim quisessem, pois é justamente na troca de experiências que aprendemos umas com as outras.)
A dinâmica consistiu em cada uma escrever cinco sonhos que considerasse essenciais em sua vida, em cinco bilhetes previamente distribuídos pela professora Elisângela. Em seguida ela leu a mensagem “Embarques e desembarque”, a qual retratava que na vida nós temos muitos embarques, - coisas positivas- e desembarques – desafios, obstáculos. Na medida em que o texto estava sendo lido, a professora parava e pedia que cada uma deixasse algum de seus desejos, sonhos, para trás e no final do texto, sobrou apenas um sonho nas mãos de cada participante. Diante da atividade, cada uma apresentou o que sobrou em mãos e justificou o porquê da escolha.
A professora nos motivou que apesar dos obstáculos que encontramos em nossa vida, principalmente na vida profissional, não podemos desistir jamais, e, precisamos sempre nos empenhar para fazer de nossas aulas as melhores, apostando no que fazemos para que os nossos alunos também sintam confiança. Por mais difíceis que consideramos certas situações, é preciso sempre haver otimismo e buscar meios de enfrentarmos os obstáculos.
Agradeci à participação e à preciosa mensagem que a professora Elisãngela trouxe para nós.
Dando continuidade ao encontro, pedi que cada professora fizesse um relato das atividades que desenvolveram a partir do “Avançando na prática”. Eu havia sugerido que escolhessem uma atividade das unidades 11 e 12 do TP3, ou 13 e 14 do TP4.
Foi interessante como cada professora cursista relatou, com entusiasmo, o seu trabalho desenvolvido com os alunos.
Professora cursista Rosane Castoldi Daltoé
A professora Rosane trabalhou com alguns artigos dos jornais que circulam no município. A partir daí, trabalhou uma entrevista com os alunos, a qual se encontrava em um desses jornais e aproveitou para aprofundar um pouco mais sobre o gênero textual, principalmente em relação à função desse gênero, interlocutores envolvidos, situação comunicativa, dentre outros aspectos. Então decidiram entrevistar o gerente do Banco Sicredi de Capitão para falar sobre o trabalho, a profissão e em que sentido há preocupação com o futuro dos jovens neste município.
Para tal entrevista, a professora orientou em relação à necessidade de fazer um convite formal para quem seria entrevistado. Então, professora e alunos elaboraram um requerimento. Duas alunas, por sua vez, prontificaram-se para acompanhar a professora na entrega do requerimento. A professora Rosane, de antemão já havia conversado com o gerente da proposta de trabalho, o qual aceitou com bastante disposição, segundo relato da professora.
Antes do dia da entrevista, os alunos e a professora elaboraram um roteiro de perguntas, as quais seriam feitas por cada um dos alunos no dia em que o entrevistado viesse à escola. Além de elaborar as perguntas, a professora e a turma fizeram um termo de concordância para que o entrevistado assinasse, já que essa entrevista também seria gravada e filmada.
E assim fizeram. No momento quando o entrevistado chegou à sala de aula, a professora fez uma saudação formal, agradecendo também a colaboração do gerente para a realização do trabalho. Em seguida um aluno conduziu a palavra, pedindo a assinatura no termo de concordância do entrevistado. E assim prosseguiu o trabalho, na sala de aula dos alunos da 7ª série, contando com a presença dos alunos, da professora Rosane, do gerente e da diretora desta escola, Márcia Isabel G. Gräff.
De acordo com a professora cursista Rosane, esse foi um momento bem formal, os alunos estavam muito atentos, cada um fazia a sua pergunta conforme já tinham combinado e preparado anteriormente e todos estavam preocupados que tudo desse certo porque estavam sendo filmados. “Tenho certeza de que este momento ficará gravado na memória desses alunos”. (Professora cursista Rosane) A professora comentou que trabalhou durante quinze dias nesta proposta e ainda não concluiu o trabalho. Agora irão transcrever a entrevista, o que na verdade está preocupando a turma, pois já perceberam que haverá muito trabalho. Depois disso a professora ainda fará um fechamento do trabalho. Segundo ela foi uma experiência diferente a ao mesmo tempo um grande desafio que realmente valeu a pena.
Professora cursista Elisângela Cadore
A professora Elisângela iniciou seu trabalho, levando dois bolos para os alunos saborearem-no. Questionou se já tinham feito alguma receita de bolo ou outra. Em seguida trabalhou, oralmente, sobre a estrutura do Gênero textual receita. Aí passou o texto “Lasanha à recessão”. Pediu que os alunos, da 6ª série, lessem-no. Ao final da leitura, conforme a professora, houve uma interessante discussão, pois os alunos consideraram estranha a receita e perceberam que não se tratava de uma receita culinária. Então comentaram, refletiram sobre o tema abordado no texto, do mesmo modo a professora comentou e trabalhou sobre o vocabulário, já que apareciam algumas palavras um tanto quanto estranhas para os alunos. Após, a professora Elisângela passou as questões sobre esse texto, descritas no próprio TP3, p.34 e 35, porém ela fez algumas adaptações em relação à linguagem dos enunciados. Depois, a professora trabalhou com dois anúncios do AA3 p. 26, versão do professor. Antes de dar a folha xérox com tais anúncios, ela entregou um fôlder, para cada aluno, no qual continha o mesmo anúncio. A professora havia se deslocado de Capitão, nosso município, para um outro município próximo, para buscar, em uma revenda de carros, esses mesmos fôlderes.
Ela dividiu os alunos em grupos para analisarem os anúncios, com base nas questões do próprio livro do AA3, material do Gestar, mas com algumas adaptações na linguagem. Além daquelas, a professora encaminhou mais algumas perguntas.
Como tema de casa, a professora pediu que os alunos trouxessem anúncios para sala de aula. Cada um apresentou o seu anúncio e em seguida, em grupos, os alunos tiveram que produzir um anúncio, cuja marca não existisse no mercado. Assim os estudantes fizeram e apresentaram. A professora apresentou um anúncio sobre “seguros”, em slides.
Conforme a professora ela fez todo esse trabalho para agora iniciar com a produção de texto, conforme proposta do “Avançando na prática” p.172 do TP3 que é de construir um texto, uma receita. Então, tendo em vista o Dia do Estudante, a professora pedirá que os alunos produzam um texto – receita de um bom estudante.
Segundo a professora Elisângela, já vem realizando essa proposta há duas semanas e ainda precisará mais um pouco de tempo para concluí-la.
Professora cursista Elisete Ziani
A professora Elisete trabalhou com os alunos da 8ª série sobre textos descritivos.
Em uma dessas manhãs bem frias (aqui no RS está muito frio e enfrentamos, várias vezes temperaturas abaixo de zero grau), a professora Elisete decidiu chegar bem cedo à escola. Pôs as mãos na massa, literalmente, e fez sonhos (uma espécie de bolo) para seus alunos. Ela levou-os também para a cozinha para ajudá-la um pouco. Como fazia muito frio, os sonhos demoraram para crescer, o que demorou mais para serem fritos e assim prontos para serem saboreados. Após comerem os deliciosos sonhos, segundo a professora, ela questionou os alunos sobre os seus sonhos para o futuro, para o trabalho. Recortaram de jornais anúncios de empregos oferecidos, características desses empregos. Relacionaram e refletiram sobre as possibilidades de empregos em nosso município. Refletiram sobre o dia-a-dia de um trabalhador. E a partir daí fizeram uma biografia sobre a vida de um trabalhador, escolhido pelo próprio aluno. A partir desta proposta que fazia parte de uma atividade do “Avançando na prática”, a professora já deu continuidade a mais uma trabalho, do “Avançando na prática.
Aproveitou a realidade do nosso frio e as características em relação aos tipos de profissões para trabalhar sobre a sequência tipológica descritiva.
Ela utilizou os textos – notícias e reportagens – dos jornais da semana os quais retratavam sobre a geada e o frio no Rio grande do Sul. Aproveitou também o texto do TP3 o qual trazia um fragmento de uma narrativa que falava sobre a geada. Comentaram sobre os aspectos descritivos, emprego dos adjetivos, nominalizações, ... Depois a professora trabalhou o texto “Trezentas onças” e a partir dele os alunos fizeram uma representação do texto através de desenhos. A professora trouxe para o nosso encontro esses trabalhos dos alunos, os quais ficaram muito bonitos.
Professora Lúcia Ames Landmeier
A professora Lúcia iniciou o seu trabalho do “Avançando na prática” sobre as festas, pedindo que os alunos pesquisassem sobre as festas de antigamente. Para tal pesquisa, a professora havia levado material para a sala de aula. Depois fizeram um comparativo das festas de antigamente e de hoje. Então ela passou a música “Baião” e para surpresa da própria professora, os alunos disseram não ter compreendido nada e pediram explicações sobre o que aquela música queria dizer. Então a professora proporcionou uma reflexão sobre a música, sua origem, temática. Do mesmo modo, segundo a professora, os alunos consideraram estranho o ritmo da mesma. Em seguida a professora colocou a música gauchesca “Céu, sol, sul” para os alunos ouvirem-na e cantarem-na. Compararam e conversaram sobre ambas as música.
De acordo com a professora Lúcia, ela só conseguiu trabalhar até aqui. Assim que as aulas recomeçarem, ela vai concluir o trabalho. (Há que se levar em conta que nós tivemos uma semana de férias, entre os dias 27 e 31 de julho. Além disso, a escola onde a professora Lúcia trabalha está paralisada até o dia 17 de agosto, tendo em vista o decreto do estado a fim de prevenir a gripe AH1N1.)
Professora cursista Jani Maders
A professora Jani trabalhou com diversos gêneros textuais, distribuindo vários textos para todos os alunos: poesia, anúncio, reportagem, notícia. Ela dividiu os alunos em grupos e para cada grupo demarcou um texto para analisarem em relação à função comunicativa do texto, interlocutores do texto, finalidade, possíveis leitores, características mais específicas que o grupo percebesse em relação ao texto, e mais uma questão específica a cada texto para análise temática. Em seguida pediu que lessem todos os textos e justificassem aquele que mais gostaram. Após, fizeram a apresentação das análises em grupos.
Então a professora partiu para o trabalho com a sequência tipológica descritiva. Ela pôs em uma caixinha várias palavras, substantivos, relacionados aos últimos textos trabalhados. Dividiu os alunos em dois grupos. Assim determinou que um aluno, por vez, de cada grupo, viesse para frente da sala e pescasse um bilhetinho. O aluno tinha que ler a palavra para si e descrever o objeto para um colega do seu grupo adivinhar. Os demais colegas do mesmo grupo não poderiam falar, mas ajudar o colega responsável para falar a identificar o objeto. Todos os alunos tinham o seu momento de descrever um objeto e de responder também. Conforme a professora, esta foi uma atividade da qual os alunos gostaram muito e eles mesmos se cobravam em relação à descrição coerente dos objetos. A professora havia determinado um minuto para cada participante descrever e o colega responder.
Após essa tarefa, a professora propôs que os alunos descrevessem, por escrito, em forma de texto, um objeto ou algo que para eles tivesse um grande valor sentimental.Após a produção do texto, os estudantes leram para os colegas, mas deixaram que os colegas tentassem adivinhar o objeto descrito.
Depois dos relatos das professoras cursistas, fizemos uma síntese do conteúdo, teoria e textos propostos nas unidades 15 e 16 do TP4. Também deixei um resumo, por escrito, da parte teórica dessas unidades para as professoras cursistas.
Em seguida propus o trabalho de preparação de aula a partir da proposta da Oficina.
Tendo em vista que estou acompanhando integralmente os trabalhos das professoras cursistas, e sabendo que cada uma já havia feito trabalhos relacionados às profissões, inclusive, a partir do “Avançando na Prática”, considerei por bem e melhor aproveitamento em não realizar a proposta descrita na Oficina 8, mas encaminhei a seguinte proposta que também, no meu entender contempla o que foi estudado em todo o TP4 – Leitura e escrita. A proposta foi a seguinte:
Escolher um ou dois textos do TP4, que mais tenha chamado a atenção e que possa ser trabalhado com algumas de suas turmas. Elaborar um plano de trabalho, de aula que envolva a leitura e a escrita, conforme estudamos no TP4. O trabalho deve levar em conta:
- Em relação à leitura devem-se levar em conta os conhecimentos prévios (Como ativar os conhecimentos prévios nos alunos sobre o texto proposto?) e os objetivos. (Com qual objetivo os alunos deverão ler o texto ou trabalhar no texto?)
- Em relação à escrita, que atividades serão propostas de modo que o aluno possa depreender o texto.
Comentei com as professoras cursistas que pensassem em uma de suas turmas e desenvolvessem a proposta de maneira que pudessem depois aplicá-la a seus alunos. As professoras desenvolveram o trabalho em grupo.
PROPOSTA DE TRABALHO DESENVOLVIDA PELAS PROFESSORAS CURSISTAS
PROPOSTA DE TRABALHO SOBRE O TEXTO ‘SUPERMERCADOS, AS CATEDRAIS DO CONSUMO’
OBJETIVOS:
- Identificar e distinguir os produtos menos benéficos à saúde;
- Conscientizar os alunos dos malefícios que causam alguns produtos;
- Identificar o principal objetivo dos supermercados;
- Desenvolver a consciência crítica através da produção textual.
DESENVOLVIMENTO:
Levar para a sala de aula recortes de anúncios que induzem as pessoas a consumir determinados produtos alimentícios ( bolachinha recheada, salgadinhos, frutas, verduras...).
Pedir que os alunos observem os anúncios sem tecer comentários. Após realizar o seguinte comentário oral:
1- O que vocês observaram?
2- Desses produtos, quais vocês mais consomem?
3- Qual é o preço desses produtos?
4- Onde se encontram e em que lugar estão dispostos?
5- Qual o valor nutritivo e a composição desses produtos?
6- Quais as conseqüências para a saúde se consumirmos de maneira exagerada determinados produtos?
7- O que os incentiva a consumir determinados alimentos em detrimento de outros?
8- Quem é o principal beneficiado com o consumo exagerado dos produtos? (quem lucra com as vendas).
Em seguida, fazer um levantamento dos alimentos mais consumidos entre os alunos (questionamento já realizado) e de posse desses dados, construir um gráfico para ser analisado e comentado.
Apresentação do texto “Supermercados, as catedrais de consumo” de Carlos Eduardo Novaes, que segue em anexo 1.
Será realizada leitura silenciosa e oral, trabalhando as palavras desconhecidas do texto, apresentando o significado de maneira desordenada para que os alunos ordenem, pesquisando no dicionário.
Em seguida, será feito um questionário escrito:
1- Qual é a ideia principal do texto?
2- Comente o título, comparando o significado literal da palavra ‘catedral’.
3- Resuma em um parágrafo as idéias do texto.
4- O que você entende ao ler as duas primeiras linhas do texto? Comente.
5- Observe as linhas 14, 15 e 16. A que fato histórico remete?
6- Observe a frase ‘ Hoje, a gente nem sempre compra o que quer’. Teça um comentário sobre a mesma.
Após, assistiremos a um episódio da dupla do “Gordo e o magro”, para que, em duplas, os alunos criem um outro episódio humorístico e apresentem.
Como tarefa de casa, os alunos farão uma pesquisa com os pais sobre o que estes sabem/ conhecem sobre a dupla do “Gordo e o Magro” mencionados no texto, para posterior apresentação. Também será proposto que os estudantes observem em algum supermercado como estão dispostas as mercadorias, comparando com as três últimas linhas do texto e a partir da comparação, teçam um comentário.
Supermercado, as catedrais do consumo
Numa sociedade onde ninguém quer engordar, o crescimento dos supermercados é um tanto contraditório. A febre de emagrecimento deveria beneficiar o desenvolvimento de pequenas quitandas e não desses monstruosos templos de consumo. Acontece que o esforço para manter-se magro nasceu exatamente na esteira dos supermercados. O homem atual vive imprensado entre os dietéticos e os supermercados. Mais um pouco, e será impossível reviver a dupla do Gordo e o Magro. Quando muito, conseguiremos uma dupla formada pelo Gordo e o Menos Gordo.
É difícil, entretanto, fugir ao irresistível apelo dos supermercados. É nele que o homem satisfaz todas as necessidades de consumidor. A primeira intenção de quem entra num supermercado é comprar tudo. Um conhecido meu, consumidor consagrado, já confessou que seu maior desejo é se atirar sobre as prateleiras, abrir pacotes, latas e caixa de biscoito, queijos, compotas, doces e ficar ali esparramado, comendo até sair pelos ouvidos.
Os proprietários têm consciência dessa compulsão e arrumam suas mercadorias de forma a deixar seu consumidor como eles, proprietários, quando chegaram ao Brasil, ou seja, de tanga. Curiosamente, a alimentação deixou de ser uma simples necessidade para tornar-se um complicado sistema de marketing e pesquisas. Hoje, a gente nem sempre compra o que quer. Compra o que eles querem vender. Vocês sabem, por exemplo, por que o açúcar é colocado no fundo dos supermercados? Porque o açúcar é um artigo comum a todos e, ficando no fundo obriga o consumidor a passar por várias outras seções antes de encontrá-lo. E, nesta passagem, pode comprar alguma coisa. Para escapar a este risco, só há uma solução: entrar pela porta dos fundos.
NOVAES, C.E. o caos nosso de cada dia. São Paulo:
Edibolso, 1974. p. 123.
Ao final do trabalho, as professoras comentaram que gostaram de planejar em grupo, pois assim as ideias se ampliavam e sentiam que ganhavam mais segurança e força para trabalharem em sala de aula.
Conversamos também o quanto a fundamentação teórica também nos fornece mais segurança e apoio.
Outro aspecto mencionado foi o de que é necessário dedicar tempo para planejar as aulas de modo que elas surtam um efeito positivo maior, a exemplo do que as cursistas estão fazendo com as propostas do Avançando na Prática. É justamente pelo empenho das professoras e de realizarem um trabalho mais intenso, conforme percebeu-se nos relatos das cursistas, que combinamos no grupo de fazer o relatório a cada 21 dias, pois esse é o tempo que elas necessitam para desenvolver um trabalho completo e mais aprofundado. O próximo relatório será entregue no próximo encontro, dia 27-08-09, já que no dia 20-08-09 não haverá em vista do nosso encontro do Gestar em Porto Alegre.
Considero pertinente ainda relatar que os pais estão elogiando os trabalhos desenvolvidos pelas professoras cursistas e inclusive alguns estão se prontificando para colaborar no que for necessário.
Finalizamos mais um encontro do Gestar com a mensagem em slides “Aquele abraço”, a qual convidava a todos para se abraçarem. E assim, com abraços e felizes saímos, às 17horas e 25 minutos do nosso encontro. (Hoje até nos perdemos no horário!)
Realizou-se no dia 6 de agosto de 2009, nas dependências da Câmara de vereadores de Capitão, no horário das 13h às 17h25min, o 7º Encontro do Gestar II, contando com a presença de todas as professoras cursistas, bem como da coordenadora do Programa, Alessandra Ames.
Acolhi as professoras cursistas com um abraço e com uma pequena lembrança – uma caneta colorida – marcador de textos - e um bombom – justificando que nas nossas leituras precisamos assinalar e destacar tudo o que for relevante.
Na sequência, a professora cursista, Elisângela Cadore, conduziu a abertura do nosso encontro com uma dinâmica e uma mensagem. (Ela já havia me pedido na semana anterior se poderia fazer a dinâmica, e eu a motivei para se sentir à vontade sempre que quisesse trazer alguma contribuição para os nossos encontros, do mesmo modo, motivei as outras professoras cursistas a trazerem suas contribuições, se assim quisessem, pois é justamente na troca de experiências que aprendemos umas com as outras.)
A dinâmica consistiu em cada uma escrever cinco sonhos que considerasse essenciais em sua vida, em cinco bilhetes previamente distribuídos pela professora Elisângela. Em seguida ela leu a mensagem “Embarques e desembarque”, a qual retratava que na vida nós temos muitos embarques, - coisas positivas- e desembarques – desafios, obstáculos. Na medida em que o texto estava sendo lido, a professora parava e pedia que cada uma deixasse algum de seus desejos, sonhos, para trás e no final do texto, sobrou apenas um sonho nas mãos de cada participante. Diante da atividade, cada uma apresentou o que sobrou em mãos e justificou o porquê da escolha.
A professora nos motivou que apesar dos obstáculos que encontramos em nossa vida, principalmente na vida profissional, não podemos desistir jamais, e, precisamos sempre nos empenhar para fazer de nossas aulas as melhores, apostando no que fazemos para que os nossos alunos também sintam confiança. Por mais difíceis que consideramos certas situações, é preciso sempre haver otimismo e buscar meios de enfrentarmos os obstáculos.
Agradeci à participação e à preciosa mensagem que a professora Elisãngela trouxe para nós.
Dando continuidade ao encontro, pedi que cada professora fizesse um relato das atividades que desenvolveram a partir do “Avançando na prática”. Eu havia sugerido que escolhessem uma atividade das unidades 11 e 12 do TP3, ou 13 e 14 do TP4.
Foi interessante como cada professora cursista relatou, com entusiasmo, o seu trabalho desenvolvido com os alunos.
Professora cursista Rosane Castoldi Daltoé
A professora Rosane trabalhou com alguns artigos dos jornais que circulam no município. A partir daí, trabalhou uma entrevista com os alunos, a qual se encontrava em um desses jornais e aproveitou para aprofundar um pouco mais sobre o gênero textual, principalmente em relação à função desse gênero, interlocutores envolvidos, situação comunicativa, dentre outros aspectos. Então decidiram entrevistar o gerente do Banco Sicredi de Capitão para falar sobre o trabalho, a profissão e em que sentido há preocupação com o futuro dos jovens neste município.
Para tal entrevista, a professora orientou em relação à necessidade de fazer um convite formal para quem seria entrevistado. Então, professora e alunos elaboraram um requerimento. Duas alunas, por sua vez, prontificaram-se para acompanhar a professora na entrega do requerimento. A professora Rosane, de antemão já havia conversado com o gerente da proposta de trabalho, o qual aceitou com bastante disposição, segundo relato da professora.
Antes do dia da entrevista, os alunos e a professora elaboraram um roteiro de perguntas, as quais seriam feitas por cada um dos alunos no dia em que o entrevistado viesse à escola. Além de elaborar as perguntas, a professora e a turma fizeram um termo de concordância para que o entrevistado assinasse, já que essa entrevista também seria gravada e filmada.
E assim fizeram. No momento quando o entrevistado chegou à sala de aula, a professora fez uma saudação formal, agradecendo também a colaboração do gerente para a realização do trabalho. Em seguida um aluno conduziu a palavra, pedindo a assinatura no termo de concordância do entrevistado. E assim prosseguiu o trabalho, na sala de aula dos alunos da 7ª série, contando com a presença dos alunos, da professora Rosane, do gerente e da diretora desta escola, Márcia Isabel G. Gräff.
De acordo com a professora cursista Rosane, esse foi um momento bem formal, os alunos estavam muito atentos, cada um fazia a sua pergunta conforme já tinham combinado e preparado anteriormente e todos estavam preocupados que tudo desse certo porque estavam sendo filmados. “Tenho certeza de que este momento ficará gravado na memória desses alunos”. (Professora cursista Rosane) A professora comentou que trabalhou durante quinze dias nesta proposta e ainda não concluiu o trabalho. Agora irão transcrever a entrevista, o que na verdade está preocupando a turma, pois já perceberam que haverá muito trabalho. Depois disso a professora ainda fará um fechamento do trabalho. Segundo ela foi uma experiência diferente a ao mesmo tempo um grande desafio que realmente valeu a pena.
Professora cursista Elisângela Cadore
A professora Elisângela iniciou seu trabalho, levando dois bolos para os alunos saborearem-no. Questionou se já tinham feito alguma receita de bolo ou outra. Em seguida trabalhou, oralmente, sobre a estrutura do Gênero textual receita. Aí passou o texto “Lasanha à recessão”. Pediu que os alunos, da 6ª série, lessem-no. Ao final da leitura, conforme a professora, houve uma interessante discussão, pois os alunos consideraram estranha a receita e perceberam que não se tratava de uma receita culinária. Então comentaram, refletiram sobre o tema abordado no texto, do mesmo modo a professora comentou e trabalhou sobre o vocabulário, já que apareciam algumas palavras um tanto quanto estranhas para os alunos. Após, a professora Elisângela passou as questões sobre esse texto, descritas no próprio TP3, p.34 e 35, porém ela fez algumas adaptações em relação à linguagem dos enunciados. Depois, a professora trabalhou com dois anúncios do AA3 p. 26, versão do professor. Antes de dar a folha xérox com tais anúncios, ela entregou um fôlder, para cada aluno, no qual continha o mesmo anúncio. A professora havia se deslocado de Capitão, nosso município, para um outro município próximo, para buscar, em uma revenda de carros, esses mesmos fôlderes.
Ela dividiu os alunos em grupos para analisarem os anúncios, com base nas questões do próprio livro do AA3, material do Gestar, mas com algumas adaptações na linguagem. Além daquelas, a professora encaminhou mais algumas perguntas.
Como tema de casa, a professora pediu que os alunos trouxessem anúncios para sala de aula. Cada um apresentou o seu anúncio e em seguida, em grupos, os alunos tiveram que produzir um anúncio, cuja marca não existisse no mercado. Assim os estudantes fizeram e apresentaram. A professora apresentou um anúncio sobre “seguros”, em slides.
Conforme a professora ela fez todo esse trabalho para agora iniciar com a produção de texto, conforme proposta do “Avançando na prática” p.172 do TP3 que é de construir um texto, uma receita. Então, tendo em vista o Dia do Estudante, a professora pedirá que os alunos produzam um texto – receita de um bom estudante.
Segundo a professora Elisângela, já vem realizando essa proposta há duas semanas e ainda precisará mais um pouco de tempo para concluí-la.
Professora cursista Elisete Ziani
A professora Elisete trabalhou com os alunos da 8ª série sobre textos descritivos.
Em uma dessas manhãs bem frias (aqui no RS está muito frio e enfrentamos, várias vezes temperaturas abaixo de zero grau), a professora Elisete decidiu chegar bem cedo à escola. Pôs as mãos na massa, literalmente, e fez sonhos (uma espécie de bolo) para seus alunos. Ela levou-os também para a cozinha para ajudá-la um pouco. Como fazia muito frio, os sonhos demoraram para crescer, o que demorou mais para serem fritos e assim prontos para serem saboreados. Após comerem os deliciosos sonhos, segundo a professora, ela questionou os alunos sobre os seus sonhos para o futuro, para o trabalho. Recortaram de jornais anúncios de empregos oferecidos, características desses empregos. Relacionaram e refletiram sobre as possibilidades de empregos em nosso município. Refletiram sobre o dia-a-dia de um trabalhador. E a partir daí fizeram uma biografia sobre a vida de um trabalhador, escolhido pelo próprio aluno. A partir desta proposta que fazia parte de uma atividade do “Avançando na prática”, a professora já deu continuidade a mais uma trabalho, do “Avançando na prática.
Aproveitou a realidade do nosso frio e as características em relação aos tipos de profissões para trabalhar sobre a sequência tipológica descritiva.
Ela utilizou os textos – notícias e reportagens – dos jornais da semana os quais retratavam sobre a geada e o frio no Rio grande do Sul. Aproveitou também o texto do TP3 o qual trazia um fragmento de uma narrativa que falava sobre a geada. Comentaram sobre os aspectos descritivos, emprego dos adjetivos, nominalizações, ... Depois a professora trabalhou o texto “Trezentas onças” e a partir dele os alunos fizeram uma representação do texto através de desenhos. A professora trouxe para o nosso encontro esses trabalhos dos alunos, os quais ficaram muito bonitos.
Professora Lúcia Ames Landmeier
A professora Lúcia iniciou o seu trabalho do “Avançando na prática” sobre as festas, pedindo que os alunos pesquisassem sobre as festas de antigamente. Para tal pesquisa, a professora havia levado material para a sala de aula. Depois fizeram um comparativo das festas de antigamente e de hoje. Então ela passou a música “Baião” e para surpresa da própria professora, os alunos disseram não ter compreendido nada e pediram explicações sobre o que aquela música queria dizer. Então a professora proporcionou uma reflexão sobre a música, sua origem, temática. Do mesmo modo, segundo a professora, os alunos consideraram estranho o ritmo da mesma. Em seguida a professora colocou a música gauchesca “Céu, sol, sul” para os alunos ouvirem-na e cantarem-na. Compararam e conversaram sobre ambas as música.
De acordo com a professora Lúcia, ela só conseguiu trabalhar até aqui. Assim que as aulas recomeçarem, ela vai concluir o trabalho. (Há que se levar em conta que nós tivemos uma semana de férias, entre os dias 27 e 31 de julho. Além disso, a escola onde a professora Lúcia trabalha está paralisada até o dia 17 de agosto, tendo em vista o decreto do estado a fim de prevenir a gripe AH1N1.)
Professora cursista Jani Maders
A professora Jani trabalhou com diversos gêneros textuais, distribuindo vários textos para todos os alunos: poesia, anúncio, reportagem, notícia. Ela dividiu os alunos em grupos e para cada grupo demarcou um texto para analisarem em relação à função comunicativa do texto, interlocutores do texto, finalidade, possíveis leitores, características mais específicas que o grupo percebesse em relação ao texto, e mais uma questão específica a cada texto para análise temática. Em seguida pediu que lessem todos os textos e justificassem aquele que mais gostaram. Após, fizeram a apresentação das análises em grupos.
Então a professora partiu para o trabalho com a sequência tipológica descritiva. Ela pôs em uma caixinha várias palavras, substantivos, relacionados aos últimos textos trabalhados. Dividiu os alunos em dois grupos. Assim determinou que um aluno, por vez, de cada grupo, viesse para frente da sala e pescasse um bilhetinho. O aluno tinha que ler a palavra para si e descrever o objeto para um colega do seu grupo adivinhar. Os demais colegas do mesmo grupo não poderiam falar, mas ajudar o colega responsável para falar a identificar o objeto. Todos os alunos tinham o seu momento de descrever um objeto e de responder também. Conforme a professora, esta foi uma atividade da qual os alunos gostaram muito e eles mesmos se cobravam em relação à descrição coerente dos objetos. A professora havia determinado um minuto para cada participante descrever e o colega responder.
Após essa tarefa, a professora propôs que os alunos descrevessem, por escrito, em forma de texto, um objeto ou algo que para eles tivesse um grande valor sentimental.Após a produção do texto, os estudantes leram para os colegas, mas deixaram que os colegas tentassem adivinhar o objeto descrito.
Depois dos relatos das professoras cursistas, fizemos uma síntese do conteúdo, teoria e textos propostos nas unidades 15 e 16 do TP4. Também deixei um resumo, por escrito, da parte teórica dessas unidades para as professoras cursistas.
Em seguida propus o trabalho de preparação de aula a partir da proposta da Oficina.
Tendo em vista que estou acompanhando integralmente os trabalhos das professoras cursistas, e sabendo que cada uma já havia feito trabalhos relacionados às profissões, inclusive, a partir do “Avançando na Prática”, considerei por bem e melhor aproveitamento em não realizar a proposta descrita na Oficina 8, mas encaminhei a seguinte proposta que também, no meu entender contempla o que foi estudado em todo o TP4 – Leitura e escrita. A proposta foi a seguinte:
Escolher um ou dois textos do TP4, que mais tenha chamado a atenção e que possa ser trabalhado com algumas de suas turmas. Elaborar um plano de trabalho, de aula que envolva a leitura e a escrita, conforme estudamos no TP4. O trabalho deve levar em conta:
- Em relação à leitura devem-se levar em conta os conhecimentos prévios (Como ativar os conhecimentos prévios nos alunos sobre o texto proposto?) e os objetivos. (Com qual objetivo os alunos deverão ler o texto ou trabalhar no texto?)
- Em relação à escrita, que atividades serão propostas de modo que o aluno possa depreender o texto.
Comentei com as professoras cursistas que pensassem em uma de suas turmas e desenvolvessem a proposta de maneira que pudessem depois aplicá-la a seus alunos. As professoras desenvolveram o trabalho em grupo.
PROPOSTA DE TRABALHO DESENVOLVIDA PELAS PROFESSORAS CURSISTAS
PROPOSTA DE TRABALHO SOBRE O TEXTO ‘SUPERMERCADOS, AS CATEDRAIS DO CONSUMO’
OBJETIVOS:
- Identificar e distinguir os produtos menos benéficos à saúde;
- Conscientizar os alunos dos malefícios que causam alguns produtos;
- Identificar o principal objetivo dos supermercados;
- Desenvolver a consciência crítica através da produção textual.
DESENVOLVIMENTO:
Levar para a sala de aula recortes de anúncios que induzem as pessoas a consumir determinados produtos alimentícios ( bolachinha recheada, salgadinhos, frutas, verduras...).
Pedir que os alunos observem os anúncios sem tecer comentários. Após realizar o seguinte comentário oral:
1- O que vocês observaram?
2- Desses produtos, quais vocês mais consomem?
3- Qual é o preço desses produtos?
4- Onde se encontram e em que lugar estão dispostos?
5- Qual o valor nutritivo e a composição desses produtos?
6- Quais as conseqüências para a saúde se consumirmos de maneira exagerada determinados produtos?
7- O que os incentiva a consumir determinados alimentos em detrimento de outros?
8- Quem é o principal beneficiado com o consumo exagerado dos produtos? (quem lucra com as vendas).
Em seguida, fazer um levantamento dos alimentos mais consumidos entre os alunos (questionamento já realizado) e de posse desses dados, construir um gráfico para ser analisado e comentado.
Apresentação do texto “Supermercados, as catedrais de consumo” de Carlos Eduardo Novaes, que segue em anexo 1.
Será realizada leitura silenciosa e oral, trabalhando as palavras desconhecidas do texto, apresentando o significado de maneira desordenada para que os alunos ordenem, pesquisando no dicionário.
Em seguida, será feito um questionário escrito:
1- Qual é a ideia principal do texto?
2- Comente o título, comparando o significado literal da palavra ‘catedral’.
3- Resuma em um parágrafo as idéias do texto.
4- O que você entende ao ler as duas primeiras linhas do texto? Comente.
5- Observe as linhas 14, 15 e 16. A que fato histórico remete?
6- Observe a frase ‘ Hoje, a gente nem sempre compra o que quer’. Teça um comentário sobre a mesma.
Após, assistiremos a um episódio da dupla do “Gordo e o magro”, para que, em duplas, os alunos criem um outro episódio humorístico e apresentem.
Como tarefa de casa, os alunos farão uma pesquisa com os pais sobre o que estes sabem/ conhecem sobre a dupla do “Gordo e o Magro” mencionados no texto, para posterior apresentação. Também será proposto que os estudantes observem em algum supermercado como estão dispostas as mercadorias, comparando com as três últimas linhas do texto e a partir da comparação, teçam um comentário.
Supermercado, as catedrais do consumo
Numa sociedade onde ninguém quer engordar, o crescimento dos supermercados é um tanto contraditório. A febre de emagrecimento deveria beneficiar o desenvolvimento de pequenas quitandas e não desses monstruosos templos de consumo. Acontece que o esforço para manter-se magro nasceu exatamente na esteira dos supermercados. O homem atual vive imprensado entre os dietéticos e os supermercados. Mais um pouco, e será impossível reviver a dupla do Gordo e o Magro. Quando muito, conseguiremos uma dupla formada pelo Gordo e o Menos Gordo.
É difícil, entretanto, fugir ao irresistível apelo dos supermercados. É nele que o homem satisfaz todas as necessidades de consumidor. A primeira intenção de quem entra num supermercado é comprar tudo. Um conhecido meu, consumidor consagrado, já confessou que seu maior desejo é se atirar sobre as prateleiras, abrir pacotes, latas e caixa de biscoito, queijos, compotas, doces e ficar ali esparramado, comendo até sair pelos ouvidos.
Os proprietários têm consciência dessa compulsão e arrumam suas mercadorias de forma a deixar seu consumidor como eles, proprietários, quando chegaram ao Brasil, ou seja, de tanga. Curiosamente, a alimentação deixou de ser uma simples necessidade para tornar-se um complicado sistema de marketing e pesquisas. Hoje, a gente nem sempre compra o que quer. Compra o que eles querem vender. Vocês sabem, por exemplo, por que o açúcar é colocado no fundo dos supermercados? Porque o açúcar é um artigo comum a todos e, ficando no fundo obriga o consumidor a passar por várias outras seções antes de encontrá-lo. E, nesta passagem, pode comprar alguma coisa. Para escapar a este risco, só há uma solução: entrar pela porta dos fundos.
NOVAES, C.E. o caos nosso de cada dia. São Paulo:
Edibolso, 1974. p. 123.
Ao final do trabalho, as professoras comentaram que gostaram de planejar em grupo, pois assim as ideias se ampliavam e sentiam que ganhavam mais segurança e força para trabalharem em sala de aula.
Conversamos também o quanto a fundamentação teórica também nos fornece mais segurança e apoio.
Outro aspecto mencionado foi o de que é necessário dedicar tempo para planejar as aulas de modo que elas surtam um efeito positivo maior, a exemplo do que as cursistas estão fazendo com as propostas do Avançando na Prática. É justamente pelo empenho das professoras e de realizarem um trabalho mais intenso, conforme percebeu-se nos relatos das cursistas, que combinamos no grupo de fazer o relatório a cada 21 dias, pois esse é o tempo que elas necessitam para desenvolver um trabalho completo e mais aprofundado. O próximo relatório será entregue no próximo encontro, dia 27-08-09, já que no dia 20-08-09 não haverá em vista do nosso encontro do Gestar em Porto Alegre.
Considero pertinente ainda relatar que os pais estão elogiando os trabalhos desenvolvidos pelas professoras cursistas e inclusive alguns estão se prontificando para colaborar no que for necessário.
Finalizamos mais um encontro do Gestar com a mensagem em slides “Aquele abraço”, a qual convidava a todos para se abraçarem. E assim, com abraços e felizes saímos, às 17horas e 25 minutos do nosso encontro. (Hoje até nos perdemos no horário!)
