15º Encontro: O texto como centro das experiências no ensino da língua e a Intertextualidade (TP1)
No dia 5 de novembro de 2009, realizou-se, nas dependências da Câmara de Vereadores de Capitão, o 15º Encontro do Gestar II tendo a presença de todas as professoras cursistas, como também da coordenadora Alessandra Ames.
Inicialmente recepcionei as professoras cursistas com a mensagem “Lembrei-me de você”. Em seguida apresentei mais algumas sugestões de atividades envolvendo variações linguísticas, como complemento ao trabalho desenvolvido no encontro anterior, as quais podem ser desenvolvidas em sala de aula, o que vem contribuir para que o aluno tenha a oportunidade de refletir sobre as diferentes variantes lingüísticas e possa utilizá-las conforme as diferentes situações sócio-comunicativas. Abaixo seguem as sugestões:
Reflexão sobre o fenômeno da variação lingüística na família, na escola, no bairro ou cidade, no estado e no país, comparando: a diferença entre a fala dos pais, avós x fala dos filhos; a fala da professora x fala dos alunos; a fala de pessoas que vivem na comunidade x a fala de pessoas de outras comunidades do Rio Grande do Sul o do Brasil. 2. Leitura e discussão de textos que contemplem diferenças lingüísticas e culturais. 3 Dramatização de textos que contenham personagens que caracterizam a fala e a cultura de diferentes regiões do país. 3. Audição de músicas observando diferenças fonético-fonológicas e demais variações. 4. Análise de textos escritos (letras de músicas entre outros). 5. Gravação, audição e análise de entrevistas ou programas de televisão, observando variações na linguagem. 6. Reescrita de textos ou fragmentos de textos (transposição da linguagem popular para a linguagem formal). 7. Realização de entrevistas, pelos alunos, com diferentes pessoas da comunidade e identificação das diferentes variantes utilizadas. 8. Organização de exercícios orais e escritos a partir da variante utilizada pelo aluno. 9. Produção de textos em que as personagens retratem diferentes formas de uso da língua, típicas de determinadas regiões, podendo ser dramatizados.
Na sequência a professora cursista Elisângela apresentou-nos um slides sobre os diversos desvios linguísticos que se encontram nas diversas placas de anúncios comerciais. Comentamos que esta é uma proposta interessante a ser mostrada e trabalhada com os alunos. Refletimos ainda que para o contexto sócio-comunicativo onde se encontram descritas as tais placas, estas são bem aceitas pelo grupo social daquela mesma comunidade.
Nessa perspectiva, prosseguimos com o estudo e análise da teoria e dos textos do TP1 das unidades 3 e 4. Solicitei dois grupos e cada um estudou uma unidade, das quais pedi que as cursistas fizessem uma síntese dos aspectos, conceitos mais importantes apresentados pelo TP1 em relação ao texto e à intertextualidade. As sínteses seguem, pois, descritas abaixo.
Grupo 1: síntese – Unidade 3 - TP1
O TEXTO COMO CENTRO DAS EXPERIÊNCIAS NO ENSINO DA LÍNGUA
- A linguagem é entendida como interação.
- A linguagem é na essência, uma ação entre sujeitos.
-Esses sujeitos participantes de uma interação, e que agem uns sobre os outros, têm um história, atuam num contexto social e ideológico.
-Nesse contexto, cada um ocupa um lugar e é desse lugar que produz e interpreta enunciados.
-Um ato de linguagem nunca se repete, e cada interação tem uma unidade de informação, ou de significação, para os interlocutores.
-Cada locutor vai construindo a sua língua, a partir das estruturas disponíveis no sistema, mas escolhendo as que lhe servem em determinada situação de interação.
-Texto é toda e qualquer unidade de informação no contexto da enunciação.
-Texto oral, escrito, literário e não literário, não - verbal àcriado por outras linguagens que prescindem da palavra.
-A interpretação do texto deve ir além de suas marcas mais gerais, ir mais fundo na busca de seus significados menos evidentes.
-Cada texto é criado a partir das intenções e das condições de produção de seu escritor (ou autor).
-O locutor sempre tenta estabelecer com seu interlocutor um “pacto de leitura”.
Grupo 2: Unidade 4 – TP1
A INTERTEXTUALIDADE
-Intertextualidade: ligações entre -textos.
-Ponto de vista: opinião do autor do texto sobre determinado tema.
-“Quando percebemos com clareza o processo da intertextualidade, o papel do ponto de vista e as influências de ambas em nossa vida diária e no contato com as obras de arte, a nossa leitura de mundo torna-se mais crítica e mais sensível, e criamos melhores condições, também, de explorar o assunto desde cedo (com as adaptações necessárias) com nossos alunos.” P.133)
- “...muitos fatos do mundo inteiro repercutem na nossa economia, nos nossos valores, na nossa cultura.”(P.135). Por isso, qualquer tipo de texto ou experiência: a cultura é essencialmente intertextual. As versões, adaptações e traduções de qualquer material são formas de intertextualidade.
-Outra forma de intertextualidade é a adaptação de textos com diversos temas a partir do conhecimento, da informação que o autor tem. Um exemplo disso é a paráfrase da história do patinho feio. Conserva a ideia central (fio condutor) do original, mas pode-se modificar o final
-“A paródia é um tipo de processo intertextual em que o texto original perde sua ideia básica, seu fio condutor. A narrativa é invertida, ou subvertida. Frequentemente, a paródia é crítica, questionadora e divertida”.
O TEXTO COMO CENTRO DAS EXPERIÊNCIAS NO ENSINO DA LÍNGUA
- A linguagem é entendida como interação.
- A linguagem é na essência, uma ação entre sujeitos.
-Esses sujeitos participantes de uma interação, e que agem uns sobre os outros, têm um história, atuam num contexto social e ideológico.
-Nesse contexto, cada um ocupa um lugar e é desse lugar que produz e interpreta enunciados.
-Um ato de linguagem nunca se repete, e cada interação tem uma unidade de informação, ou de significação, para os interlocutores.
-Cada locutor vai construindo a sua língua, a partir das estruturas disponíveis no sistema, mas escolhendo as que lhe servem em determinada situação de interação.
-Texto é toda e qualquer unidade de informação no contexto da enunciação.
-Texto oral, escrito, literário e não literário, não - verbal àcriado por outras linguagens que prescindem da palavra.
-A interpretação do texto deve ir além de suas marcas mais gerais, ir mais fundo na busca de seus significados menos evidentes.
-Cada texto é criado a partir das intenções e das condições de produção de seu escritor (ou autor).
-O locutor sempre tenta estabelecer com seu interlocutor um “pacto de leitura”.
Grupo 2: Unidade 4 – TP1
A INTERTEXTUALIDADE
-Intertextualidade: ligações entre -textos.
-Ponto de vista: opinião do autor do texto sobre determinado tema.
-“Quando percebemos com clareza o processo da intertextualidade, o papel do ponto de vista e as influências de ambas em nossa vida diária e no contato com as obras de arte, a nossa leitura de mundo torna-se mais crítica e mais sensível, e criamos melhores condições, também, de explorar o assunto desde cedo (com as adaptações necessárias) com nossos alunos.” P.133)
- “...muitos fatos do mundo inteiro repercutem na nossa economia, nos nossos valores, na nossa cultura.”(P.135). Por isso, qualquer tipo de texto ou experiência: a cultura é essencialmente intertextual. As versões, adaptações e traduções de qualquer material são formas de intertextualidade.
-Outra forma de intertextualidade é a adaptação de textos com diversos temas a partir do conhecimento, da informação que o autor tem. Um exemplo disso é a paráfrase da história do patinho feio. Conserva a ideia central (fio condutor) do original, mas pode-se modificar o final
-“A paródia é um tipo de processo intertextual em que o texto original perde sua ideia básica, seu fio condutor. A narrativa é invertida, ou subvertida. Frequentemente, a paródia é crítica, questionadora e divertida”.
Em vista da falta de tempo, não foi possível elaborar um plano de aula a partir da fábula “A língua” cuja proposta se encontra descrita na p. 173 do TP1. No próximo encontro, de algum modo procurarei contemplar tal proposta.
E assim concluímos mais um encontro do Gestar II em nosso município.

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