terça-feira, 6 de outubro de 2009

11º Encontro - Gestar II - Oficina Livre- Capitão/RS Giovane



11º Encontro – Gestar II –
Oficina Livre – Capitão /RS /

Realizou-se no dia 17 de setembro de 2009, nas dependências da Câmara de Vereadores de Capitão, no horário entre 13h e 17h, o 11º Encontro do Gestar II, com a realização de uma Oficina Livre, a qual estava prevista no Cronograma dos encontros presenciais para o dia 29/10/09, mas que em função da alteração de datas do Encontro de Formação em Porto Alegre, antecipamos também esta Oficina Livre a fim de não nos atrasarmos com os nossos encontros.
Inicialmente preparei o ambiente, deixando sobre as mesas das cursistas um chocolate e um coração grande, recortado, porém vazio.
As professoras demonstraram uma reação de curiosidade em relação ao coração de papel vazio.
Comentei que nesta tarde trabalharíamos com duas atividades as quais poderiam ser aplicadas em sala de aula com os alunos e também assistiríamos ao filme “O Triunfo”. (Observação: Tendo em vista que as professoras estão realizando e aplicando seus projetos em sala de aula e diante das dúvidas estão solicitando minha ajuda, orientação individual, fora do horário dos nossos Encontros presenciais do Gestar, as professoras cursistas já haviam me solicitado que nesta Oficina Livre eu trouxesse sugestões para serem trabalhadas em sala de aula e eis que eu trouxe as propostas que seguem descritas abaixo).
Iniciei o trabalho comentando que nossos corações sobre as mesas estão vazios, carentes de “coisas boas”. Muitas vezes esquecemos de perceber o que há de bom em nossa volta ou até mesmo de valorizarmos, darmos a devida importância aquilo que fazemos no dia-a-dia.
Pedi que as professoras procurassem, em revistas, figuras que poderiam preencher e colar no coração de papel.
Na sequência, cada participante apresentou o que colou no coração, sem justificar a escolha das figuras.
Entreguei, então, um coração de papel menor para que cada uma escrevesse dentro dele com o que gostaria que seu coração ficasse preenchido.
Assim que todas as participantes concluíram a tarefa, solicitei que cada uma retirasse de uma caixinha um bilhetinho onde continha o nome de uma cursista. Logo em seguida, propus que cada professora explicasse e justificasse a escolha das figuras coladas e da mensagem descrita no coração, ofertando-o à colega cujo nome retirou da caixinha. (Observação: Ninguém sabia que seu “coração” seria dado a alguém).
Após a conclusão da atividade que proporcionou um belo momento de descontração, criatividade, envolvimento e reencontro com o seu próprio eu, comentou-se no grupo algumas possibilidades de reflexão e trabalhos possíveis de serem realizados junto aos alunos:
- É uma tarefa possível de ser trabalhada na aula de Ensino Religioso, defendendo a ideia de que precisamos desejar aos outros o que queremos para nós mesmos; valorizar a presença e participação de cada aluno no grupo.
- É uma atividade interessante para ser trabalhada na aula de Artes.
- Tarefa legal para se trabalhar na disciplina de Língua Portuguesa a qual envolve a linguagem verbal, não-verbal; apresentação oral, havendo ainda a possibilidade de produção de texto narrativo, integrando as imagens coladas no coração.
As professoras demonstraram muita animação diante da proposta realizada.
Em seguida, tendo em vista a Semana Farroupilha, propus um trabalho envolvendo música.
Distribui uma folha contendo as letras das músicas: “Céu, sol, sul, terra e cor” de Leonardo e “Querência Amada” cantada por Osvaldir Carlos Magrão, composição de Teixeirinha. Convidei as professoras cursistas para cantarmos as músicas, acompanhando o CD.
Foi um momento bem alegre e aproveitando o ânimo das cursistas, pedi que cada uma escolhesse uma das músicas e assinalasse em cada estrofe a “palavra sentimento” que mais lhe marcou. Então solicitei a formação de dois grupos. Pedi que no seu grupo as cursistas partilhassem as palavras destacadas e com elas fizessem uma produção textual, no gênero poético – poderia ser uma poesia ou uma mensagem.
Diante da proposta as cursistas produziram os seguintes textos.

Grupo 1 Professoras cursistas: Elisângela, Elisete, Lúcia.

ACRÓSTICO

Quem sou eu?
Um herói com sangue farrapo
Eu vivo nesses campos floridos
Roseteados de ervas no chão
E sob um céu azul anil com estrelas brilhantes
Num lugar pra viver sem chorar
Cantigas continuam vivas para os filhos meus
Imaginando horizontes com Deus
Andando nas coxilhas...

Amando a querência
Morrer por ti
Ainda me dou o luxo
Deus é gaúcho
Ah! Que viva muitos anos
E viva o Rio Grande do Sul!


Grupo 2 Professoras cursistas: Jani e Rosane.

Eu quero que em teu brilhante coração
Floresça e cresça a fé em Deus
E que sob o sol da nossa Querência Amada
Possas viver em paz e harmonia
junto a teus filhos e a natureza
Contemplando as belezas do nosso chão
Rio grandense!
E que possas viver muitos anos
cantando cantigas e revivendo
as tradições gaúchas.


Fizemos também alguns comentários em relação a essa atividade:
- Esse trabalho propõe a reflexão de algum tema, abrindo um espaço para que os alunos falem, partilhem sobre um assunto sob olhares diferentes.
- Contribui para o desenvolvimento da expressão verbal e do trabalho coletivo.
- Além da música, pode-se apresentar uma poesia, um texto poético em prosa,... para introduzir uma vivência subjetiva, ou outro texto (gênero) para a introdução de um assunto.
- Em relação à produção textual, pode-se solicitar uma produção sob qualquer gênero: convite, publicidade, poesia, mensagem...
Na sequência deste trabalho, convidei as professoras cursistas para assistirmos ao filme “O triunfo”.
Sobre o filme refletiu-se: a necessidade de estabelecer limites para que se consiga iniciar e realizar qualquer trabalho; a necessidade de quebrarmos muitos paradigmas e buscar alternativas para que nosso trabalho seja percebido como útil para os alunos, a exemplo do que demonstrou o filme, onde os alunos perceberam a importância do estudo e daquilo que estavam vivenciando em sala de aula, para a sua vida. Além disso, o filme nos fez pensar sobre o quanto precisamos acreditar naquilo que fazemos e no quanto devemos ousar para que nossos objetivos sejam alcançados. Muita garra, coragem e dedicação e acima de tudo amor pelo que se faz é o segredo para podermos continuar nesta tarefa de educador.
Em vista da falta de tempo, não elaboramos uma proposta sobre o filme para ser trabalhada com os alunos. Entretanto as professoras avaliaram que seria possível passar o filme aos alunos a partir da 6ª série e trabalhar bastante a questão dos limites; valores como respeito; amizade; solidariedade; importância do conhecimento e da escola; valorização das capacidades de cada um, entrando aqui as inteligências múltiplas, uma vez que na turma apresentada no filme, cada aluno se destacava em algum conhecimento específico, o qual era devidamente valorizado pelo professor.
E assim concluímos mais um encontro do Gestar. Avaliamos que foi uma tarde bastante proveitosa; animada; cujas propostas enriquecerão nossas aulas.Nosso próximo encontro será no dia 08/10/09.




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