9º Encontro do Gestar II em Capitão?RS
Estilística e Coerência Textual TP5
No dia 27 de agosto de 2009, das 13 horas às 17 horas e 20 minutos, nas dependências da Câmara de Vereadores de Capitão, ocorreu o 9º Encontro do Gestar II, contando com a presença de todas as professoras cursistas, e da coordenadora Alessandra Ames.
Inicialmente preparei o ambiente deixando uma muda de rosa e a poesia “É duro ter coração mole” para cada professora cursista. Do mesmo modo a coordenadora Alessandra deixou sobre a mesa seis bolinhas de papel, o que na verdade eram corações amassados. E assim, sob um fundo musical, fomos recepcionando as colegas cursistas a mais um encontro do Gestar.
As professoras demonstraram encantamento diante do ambiente e um certo estranhamento frente às bolinhas de papel, tanto que uma professora jogou-as no lixo, mas a coordenadora Alessandra ignorou o fato, deixando para justificar a presença dos papeis amassados mais tarde.
Ao saudar as cursistas, comentei que a poesia “É duro ter coração mole” tem a ver com Estilística e a rosa tem a ver com harmonia e harmonia tem tudo a ver com coerência.
Nesse clima harmonioso, convidei as participantes a escutarem a música “Chalana” cantada por Almir Satler, a fim de fazermos uma atividade lúdica sobre coerência, cuja ideia foi tirada do TP5 p. 98 e 99.
Ao escutarem a música (algumas professoras inclusive cantaram-na) e de posse de uma folha que eu havia entregue anteriormente, pedi que as colegas escrevessem um enunciado o qual tivesse fluído a partir da canção escutada. Determinei um tempo de 2 minutos para a escrita e enquanto a tarefa era realizada, eu colocava uma música previamente escolhida (músicas românticas) para inspirar as professoras. Assim que a música parava, todas precisavam passar sua folha para a colega à direita, quem deveria dar continuidade ao texto. Desse modo a atividade procedeu até todas as folhas passarem às mãos de todas as cursistas. Cada cursista somente iniciou e concluiu o seu texto.
Na sequência cada uma leu o seu texto “colaborativo” (Colaborativo porque em todos os textos há a escrita de todas as participantes).
Os textos se constituíram da seguinte maneira. (Observação: Negritei alguns textos para separar cada produção)
Ouço a chama partir...
Meu pensamento embarca na emoção e navega nas curvas do rio...
Esta canção embala os corações apaixonados, pois quem ama pensa... e lembra dos antigos amores, das paixões escondidas, das fugidas para os matinhos, dos primeiros beijos de tirar o fôlego, dos arrepios, no momento mais sublime e verdadeiro.
Passa o tempo, mas os sonhos permanecem na minha mente.
Parece que o amor está sempre presente. Aliás, não parece, sempre está. Se temos motivos para nos decepcionarmos, há motivos que nos proporcionam alegrias e emoções indescritíveis. Assim é a vida. Feita de embarques, desembarques... amores escondidos e revelados... sentimentos desnudos e velados.
A chalana chega e parte e nela vai nossa emoção.
Chalana: partidas e chegadas
Conquistas e desilusões
Ânimo e desânimo
Coragem e otimismo
Amor e preocupação
Alegrias e tristezas
Realização e obstáculos a serem superado
Barco furado e concertado
Motor fundido e recuperado...
Espaço para olhar: o horizonte, o céu,
O sol, a água... lugar para sentir o vento no rosto
E tudo passa...
As emoções se renovam...
A distância traz a saudade, mas ao mesmo tempo é responsável prova se há amor...
O primeiro amor ninguém esquece é aquele que quando bate a química ele explode e dá frutos, frutos em formas, muitas formas _________ depois de meses Nós – cada um, um fruto, mas com diferentes formas, gostos,... Jeitos diferentes de ser e viver.
Lembra minha infância quando ouvia a música Chalana e não compreendia. Ficava imaginando como seria possível “a água levar o amor”.
Hoje sei como é...
Quando choramos nossas lágrimas correm e o amor que sentimos transborda nas lágrimas... Muitas vezes o amor se vai nas lágrimas... Noutras fica...
O amor alimenta o coração do homem, sem ele não se pode viver... todos os dias... eu lembro dos primeiros encontros, o primeiro beijo, a primeira noite de amor quando... ficava toda molhada como se fosse o sereno da madrugada, o dormir feliz pelas emoções... conquistadas nessa vida louca de inspirações, sonhos e amores verdadeiros que passam por nossas vidas.
Que bom que sonhos e amores verdadeiros passam e permanecem nos fazendo felizes apesar das asperezas da vida!
Lembro-me da minha infância e com ela as aulas de violão, a música “Chalana” foi umas das canções que aprendi a tocar no violão.
No violão também aprendi várias outras canções. Lembro também das vezes que subi no palco nas noites culturais e fui aplaudida.
Como a voz é um dos mais belos dons dado pelo Criador, abria minha boca e soltava as mais belas... canções inspiradas por mim e lembradas enquanto era criança...
A música leva à imaginação, à criatividade, à serenidade. Ela nos proporciona momento de reflexão, de introspecção, de estar marcando um encontro com nós mesmos e com os outros, cantar é dançar com as palavras... eu amo cantar e amo dançar, só ou acompanhada...
Não há música que não toque em nosso coração. Ainda mais se vivemos um amor correspondido...
Saudades dos tempos de adolescente.
Quando o que se tinha era o suficiente
para proporcionar alegrias
cada surpresa era um desafio
e esperança de dias melhores.
Hoje, percebemos que os dias melhores
Foram, mas temos certeza de que estão
chegando muitos desafios que
temperam a vida... desafios que
trazem um sabor diferente ao
nosso paladar... desafios azedos
que se adoçam aos povos...
Nada é proibido se é feito com amor. Amadurecemos a partir das nossas vivências, dos desafios, da busca daquilo que sonhamos. Quando fazemos tudo com paixão, sabemos que existem muitos momentos difíceis mas como saber o gosto da felicidade se não existem as dificuldades.
Serenidade – amor pelo trabalho,
amor pelos alunos
amor pelos amigos
e colegas
Qualquer atividade que realizamos precisamos
Realizá-la com muito amor e serenidade.
Da mesma forma, devemos fazer
sentir o que vai dentro de nós...
mostrar o que vai no coração e
deixar que os outros nos
apresentem o seu coração.
Estou apaixonado e penso no meu amor a todo instante... O amor deve ser vivido intensamente... e verdadeiro e muito menos escondido nas matas e vivido intensamente entre quatro paredes para dar ao coração a paz e o sossego, ao corpo a serenidade e o sossego, a alma tranquila por ter conquistado o meu grande amor.
Preciso viver cada dia este amor com intensidade.
Após a leitura do texto distribui uma cópia da letra da música “Chalana” e acompanhando o CD, entoamos a música. A pedido das professoras, cantamos a mesma canção, sem o CD.
Comentamos sobre as possibilidades de trabalho com os alunos a partir da música e da produção de texto colaborativo. Em um texto colaborativo é possível perceber também as marcas, conhecimentos e experiências de mundo que cada uma carrega.
Em seguida a coordenadora Alessandra passou um poema e um vídeo “Viagens de leitura” o qual retratou sobre a construção e produção de textos coletivos que podem ser comparados a um quebra-cabeça ou a um jogo de futebol, ou outro jogo de equipe em que cada um é responsável pela construção da harmonia, ... para que o jogo possa acontecer.
Depois do vídeo, convidei as professoras cursistas para nos dirigirmos ao centro da sala onde se encontravam vários textos espalhados para fins de análise dos recursos estilísticos e aspectos ligados à coerência.
Pedi que as professoras se dividissem em dois grupos.
O grupo 1 analisou vários textos (levados por mim) - poesias, parlendas, ditados populares, charadinhas e texto narrativo- em relação aos recursos estilísticos, buscando perceber quais recursos expressivos foram usados para produzir os efeitos de sentido com o propósito de motivar a emoção, a afetividade do falante.
Já o grupo 2 recebeu várias partes de rostos recortadas; uma história em quadrinhos recortada em várias partes e uma charge “Lição de anatomia” a qual fazia uma crítica à realidade social dos meninos de rua e de crianças sem perspectiva de futuro. O grupo teve então que formar rostos a partir das partes que dispunham; organizar uma história coerente a partir dos quadrinhos apresentados e analisar cada um dos textos, além da charge, no que se refere ao modo como se estabelece a relação de sentido (coerência) em cada um dos gêneros apresentados; o que é necessário para que o leitor possa compreender esses mesmos textos.
Cada grupo, ao término desta tarefa, fez sua apresentação.
Demos continuidade ao trabalho com a análise de um texto publicitário em relação à Estilística e à Coerência.
Apresentei três propostas de textos para análise: 1 – texto publicitário do próprio TP5 p. 255; 2- Texto publicitário da Revista Veja de 12/08/09 p. 118 e 119 “Sacolas/ porque optar pelas duráveis como faziam nossos avós” 3 – Texto publicitário da Revista Veja de 24/06/09 p. 119 “O desejo da Ypê de um futuro melhor para nossos filhos cresce todos os dias”
As professoras escolheram o texto “Sacolas – porque optar pelas duráveis, como faziam nossos avos” da Revista Veja de 12/08/09, p. 118 e 119.
Em relação a esse texto analisaram:
1 – Como a coerência é construída a partir da articulação entre informações do texto e experiências prévias que os leitores têm a respeito do assunto.
2 – Relacionar os sentidos construídos pela linguagem verbal e não-verbal.
3 – Observar os efeitos de sentido do texto como um todo, depois analisar cada parte e como elas se articulam na unidade textual.
A análise feita pelas professoras, em relação à publicidade foi a seguinte a seguinte:
A construção da coerência parte das experiências prévias que o leitor tem - a partir da vivência da sua família e resgate da consciência ecológica dos seus antepassados;
-O que entendem por “planeta sustentável”;
-O professor deve estimular o aluno a conhecer o significado de novas palavras, como por exemplo ‘sustentável’,‘descartável’, ‘incalculável. ’
-Quem apoia essa ideia;
-Onde encontrar informações e como proceder;
-Incentivo à criação de projetos que tenham por objetivo a conscientização e a preservação do meio ambiente.
-Onde se encontram essas sacolas depois que saem do mercado (são jogadas nos rios, arroios, pois são facilmente levadas de um lado para outro, causando poluição ambiental e visual).
-Linguagem não verbal - consumidora carregando, numa sacola durável, o Planeta Terra, salvando-o;
-A cor vermelha lembra a sujeira, as doenças, o ambiente sujo, poluído..., o chamado do planeta pedindo socorro.
-A relação da cor da imagem com a palavra “sacola” - imagem associada ao problema;
-O azul representa a água;
-De geração em geração, é necessário preocupação e preservação do meio ambiente.
- A imagem da mulher é usada - questionar o motivo, já que o homem e as crianças também vão ao mercado e consomem.
Após, concluímos mais um encontro do Gestar com a mensagem em slides, “Santos e loucos”.
Observação: Esqueci de descrever acima que em relação às bolinhas de papel jogadas no lixo, a coordenadora Alessandra foi buscá-las no lixo e distribuiu uma para cada participante e qual foi a surpresa ao abrir a bolinha de papel... era um coração amassado. Nesse coração nos foi solicitado que escrevêssemos o nosso nome e que cuidássemos bem dele, pois representa o nosso coração e muitas vezes nos encontramos assim: “amassadas”, desanimadas, mas precisamos preservar o coração e seguir em frente, fazendo o melhor tanto na vida profissional quanto pessoal.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
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